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Os 5 erros financeiros que eu mais vejo em quem ganha bem

Por Victor Zimmermann · Consultor CVM 16 de julho de 2026 Leitura: 6 min

Tem um perfil de cliente que chega até mim quase toda semana: ganha de R$ 10 a R$ 40 mil por mês, trabalha muito, é competente no que faz, e tem quase nada de patrimônio para mostrar. A primeira frase costuma ser a mesma: "Victor, eu ganho bem, mas não sei para onde vai o dinheiro". Depois de centenas de atendimentos, posso te dizer: o problema quase nunca é a renda. São estes cinco erros, quase sempre juntos.

Erro 1: o padrão de vida que sobe de elevador

Ganhou aumento, trocou de carro. Fechou um projeto grande, trocou de apartamento. O nome técnico é lifestyle inflation, mas eu prefiro a versão simples: o padrão de vida sobe de elevador enquanto o patrimônio sobe de escada, quando sobe.

Não estou pregando vida de monge. Gastar com o que te dá prazer faz parte, e eu sou o primeiro a defender isso. O problema é quando 100% de cada aumento vira consumo. A regra que uso com clientes é simples: de todo aumento de renda, metade melhora sua vida agora, metade compra sua liberdade depois. Automático, antes de cair na conta corrente.

Erro 2: pagar imposto no piloto automático

Esse é o erro mais caro da lista, disparado. Quem ganha bem no Brasil e não faz planejamento tributário está, com enorme frequência, doando dinheiro para a Receita: declaração no modelo errado, PGBL ignorado (ou usado errado, escrevi um artigo inteiro sobre isso), estrutura PF quando deveria ser PJ, ou PJ no regime errado.

Já vi caso de profissional autônomo economizar mais de R$ 40 mil por ano só ajustando a estrutura, sem nada de mirabolante, tudo dentro da lei. Se você é prestador de serviço, faça o teste de 2 minutos no Simulador PF vs. PJ e veja seu número.

Erro 3: dinheiro parado "esperando o momento certo"

Sabe aquele valor grande parado na conta corrente ou na poupança "até decidir o que fazer"? Eu chamo de dinheiro no banco de reservas. Ele parece seguro, mas está perdendo da inflação todo mês, e o "momento certo" nunca chega, porque a decisão dá trabalho e a vida é corrida.

O antídoto não é sair comprando o investimento da moda. É o contrário: definir antes uma política de investimentos, quanto em reserva, quanto para cada objetivo, qual risco você aguenta de verdade, e deixar o sistema decidir por você todo mês. Chato? Talvez. Mas é o chato que enriquece.

Erro 4: proteção zero (ou proteção de balcão)

Aqui mora um paradoxo que me incomoda: a pessoa tem carro no seguro, celular no seguro… e a própria renda, o ativo que sustenta tudo, completamente descoberta. Se quem ganha R$ 25 mil por mês fica seis meses sem trabalhar, o castelo balança.

O outro extremo também existe: seguros e previdências vendidos no balcão do banco, caros e mal dimensionados. Proteção boa não é a mais cara nem a mais barata, é a que cobre o risco certo pelo preço justo. Cotando entre dezenas de seguradoras, quase sempre dá para melhorar a cobertura pagando menos.

Erro 5: não ter um plano (e achar que planilha é plano)

Planilha diz para onde o dinheiro foi. Plano diz para onde ele vai, e por quê. A diferença parece sutil, mas é tudo: sem objetivos com valor e data, qualquer rendimento parece bom, qualquer gasto parece justificável e a aposentadoria fica eternamente para depois.

Quer um ponto de partida honesto? Responda o Diagnóstico de Saúde Financeira (2 minutos, sem cadastro). Ele mostra sua nota de 0 a 100 e qual área pede atenção primeiro. E se quiser calcular o custo do maior objetivo de todos, o Simulador de Aposentadoria entrega o número exato.

Renda alta sem plano vira estilo de vida. Renda alta com plano vira liberdade. A escolha é anual, mensal, diária.

O que os cinco erros têm em comum

Nenhum deles se resolve com esforço, todos se resolvem com estrutura. Automatizar o aporte, acertar a estrutura tributária, escrever a política de investimentos, dimensionar a proteção e amarrar tudo num plano com metas. É exatamente esse trabalho que faço no Planejamento Financeiro, e é por isso que ele costuma se pagar já no primeiro ano.

Se reconheceu em dois ou mais erros?
Então a conversa de 45 minutos vale a pena: eu mostro, com números, onde está o maior vazamento da sua vida financeira. Gratuita, online ou na Av. Paulista, sem compromisso.

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Victor Zimmermann, planejador financeiro
Victor Zimmermann
Planejador financeiro e Consultor de Valores Mobiliários autorizado pela CVM · CEA ANBIMA · Conheça a trajetória →

Conteúdo educacional baseado em situações reais anonimizadas; resultados citados não são promessa. Não constitui recomendação individualizada de investimento. ZMANN Consultoria Financeira · Consultoria de valores mobiliários prestada por Victor Zimmermann, consultor autorizado pela CVM (Resolução CVM 19/2021).